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O Corcel Negro (The Black Stallion, 1979)

O menino Alec Ramsey (Kelly Reno) fica imediatamente fascinado pelo cavalo árabe também a bordo do navio que margeia a costa africana. Após o trágico afundamento da embarcação, ele se vê numa ilha deserta, sem o pai com quem viajava, na companhia apenas do animal por quem rapidamente se afeiçoa. Entre eles surge uma amizade instantânea, baseada na ajuda mútua e no apoio que um dá para o outro. O filme de Carroll Ballard foi exibido à exaustão na Sessão da Tarde nos anos 1990, é um típico exemplar para toda a família, que aposta suas fichas na construção da amizade entre o protagonista e seu coadjuvante equino. Eles não ficam ilhados por muito tempo, já que são logo resgatados, inclusive passando a morar juntos. De qualquer maneira, o naufrágio se apresenta como o evento calamitoso responsável pela criação e a posterior solidificação dos laços entre o menino e o corcel. A força desse vínculo amplifica o desespero do personagem mirim quando seu amigo foge assustado, reencontrado mais tarde, são e salvo, sob os cuidados do treinador que volta à ativa para lapidar um talento por ele considerado raro entre os nascidos para correr.

Titanic (Titanic, 1997)

Esta é, sem sombra de dúvidas, a história de naufrágio mais famosa do cinema. Os números estão aí para provar. Maior bilheteria de todos os tempos, até a chegada dos azulões do Avatar, em 2012, com impressionantes US$ 2,1 bilhões, o longa-metragem da tragédia do navio inaufragável comandado por James Cameron se mostrou um chamariz consistente de público. Claro que o drama daquelas pessoas que viajavam no Titanic naquele fatídico episódio chamava a atenção dos espectadores. Mas existem dois motivos principais para a busca tão intensa deste filme à época. Primeiro, os efeitos especiais de primeira, que trouxeram de volta o magnífico navio em toda sua glória e que fizeram das cenas do naufrágio um verdadeiro show de horrores. Em segundo, a história de amor de Jack (Leonardo Di Caprio) e Rose (Kate Winslet). Clássico conto da dama e do vagabundo, temos no filme um amor impossível que nasce, floresce e (não) morre durante aquele curto período a bordo do Titanic. Esta mistura coesa de cinema catástrofe com romance decretou o sucesso desta empreitada de James Cameron, que recebeu seu primeiro (e até agora) único Oscar de Melhor Diretor. Um dos onze vencidos pelo filme na cerimônia da Academia naquele ano de 1998.

Seis Dias, Sete Noites (Six Days Seven Nights, 1998)

Uma jovem jornalista da cidade grande decide passar uma semana em uma ilha tropical com o namorado. Ambiciosa, durante sua estadia ela aceita cobrir uma história em uma ilha vizinha, mas, para isso, precisa achar quem a leve até lá. É quando conhece Quinn (Harrison Ford), piloto beberrão e mal-humorado que, apesar de tudo, não pode recusar a oferta da moça. Entretanto, todo o acordo entre eles vai pelo ralo quando o avião cai em uma ilha menor, completamente deserta, e os dois são obrigados a sobreviver juntos. Dirigido por Ivan Reitman, conquista facilmente pelo choque de personalidades de suas duas figuras centrais, trazendo Ford apropriadamente carrancudo e sarcástico contra a personagem histérica de Anne Heche. Os dois acabam, é claro, vivendo uma aventura/romance enquanto tentam descobrir, com alguma diversão, maneiras de saírem dali.

Mar Aberto (Open Water, 2003)

Não é bem um naufrágio o que acontece no filme escrito e dirigido por Chris Kentis. Porém, a sensação vivida pelos personagens e experimentada pelos espectadores é quase a mesma. Afinal, os protagonistas Susan e Daniel são simplesmente abandonados em alto mar e, pior, sem bote de salva-vidas nenhum para ajudá-los. Ao participarem de um grupo de mergulhadores profissionais, após um dia de exercícios e explorações, os dois são os últimos a subir à superfície e, quando tomam tal atitude, descobrem que o resto da turma foi embora, deixando-os para trás. Não se trata de uma maldade ou de algo mais polêmico: eles foram simplesmente esquecidos! Baseado na história real de Tom e Eileen Lonergan, o filme é ainda mais eficiente por ser inteiramente filmado sem o uso de qualquer tipo de efeitos especiais, ou seja, os atores Blanchard Ryan e Daniel Travis estavam, de fato, em pleno oceano, e pior: cercados por tubarões reais! Claro que os animais eram alimentados constantemente para não representassem um perigo real, mas e se algo inusitado acontecesse? É justamente o que o espectador ficar o tempo todo se perguntando, na torcida por um final feliz que dificilmente irá acontecer.

Sobrevivente (Djúpið, 2012)

Durante o inverno de 1984, um pequeno barco pesqueiro naufraga próximo à costa da Islândia. De todos os tripulantes, apenas Gulli (o ótimo Ólafur Darri Ólafsson) consegue sobreviver, nadando por mais de seis horas nas gélidas águas do Atlântico. De volta ao lar, Gulli irá enfrentar a dor da perda de seus companheiros, enquanto se torna objeto de estudo para cientistas locais, que buscam respostas para o feito inacreditável realizado pelo pescador. O cineasta islandês Baltasar Kormákur, de carreira dividida entre Hollywood e sua terra natal, realiza aqui o seu melhor trabalho, conseguindo balancear com eficácia a urgência da trama de luta pela sobrevivência e a sensibilidade de um drama mais intimista. A primeira parte do longa se dedica a narrar o naufrágio, empregando um tom bastante realista, sem recorrer a grandes pirotecnias, e que contribui para transmitir o impacto da tragédia. Já na segunda parte, o foco é direcionado para os sentimentos de culpa e inadequação de Gulli, que não compreende como uma pessoa tão comum, solteiro, acima do peso, pouco instruído, pode ter sobrevivido, enquanto seus amigos morreram deixando esposas e filhos. Um filme envolvente e que faz jus à intrigante história real na qual é baseado.

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